sábado, 28 de novembro de 2009

Blues

Uma simples nota pode despertar ou demonstrar mais sentimentos do que os que o ser é capaz de demonstrar, não acham?
Uma simples mudança no timbre, um bend agudo, o "feeling".
Não há declaração de amor ou representação de ódio melhor que o Blues.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ode a Carnificina

O dia amanhece e meu sono é embalado pelo gotejar de vida ao lado de minha cabeceira. Seu perfume, penetrante como faca de açougueiro, ainda está no ar. Sonho com nossa noite. Seu olhar me alucina. Seu andar acelerado e voluptuoso. O som de seus passos e o seu olhar. Ah! O seu olhar cruzando com o meu. Seu coração acelerado, como de menina que encontra o primeiro amor. De fato, fui seu primeiro. Cheguei onde ninguém chegou. Fiz você minha. E, embora relutante, mostrou-me o que a ninguém jamais mostrou.
Ah! Teu coração, vívido, vermelho e pulsante. Todo meu. Teu corpo jogado sobre a cama, frio e rígido, teu coração em minhas mãos e tua cabeça sobre o abajur, que, a gotejar o último sopro de vida em tuas artérias, embala o meu sono.

“Poesia Infanto-Juvenil Contemporânea Realista”

Fui à feira comprar um melão
Lá encontrei uma menina
Que roubou meu coração.
Hoje vivo com ajuda de aparelhos.

A Arte de Não Dizer Nada

Por que fingir que é dor a dor que deveras sinto? Encobrir com Eus poéticos e líricos um único Eu sofredor? É fato que um observador, indiferente, narra os fatos com mais clareza, mas quem quer a clareza indiferente? O sofrimento, a dor, o pranto, o orvalho transformado em tempestade, este sim toca a alma, estremece as tripas, gela a espinha e dilata as pupilas. Quem melhor que o próprio sofredor para narrar seu sofrimento? A realidade distorcida, exagerada, de um autor abafado, recebe “vida” em uma personagem, uma voz, uma fantasia desmedida. Mas feita na medida certa para esconder um fingidor que finge fingir que é dor a dor que há muito não sente.
Uma simples face, mas um sentimento tão complexo. Tristeza em côncavo, alegria em convexo. Um sorriso para mentir mais que mil palavras. O olhar sincero que esconde o desejo sinceramente absurdo de mentir uma verdade absoluta. Absolutamente o que se deseja, encoberto pelo que sente. O desejo que sente-se sobre a carne nua, em prumo. Que tome meu leme e hasteie sua bandeira sobre o mastro. Que o vento nos leve levemente ao caminho da perdição. Que a tormenta chegue e atormente nossos ouvidos com o canto destoado dos amantes, os uivos dos animais em carne e pelo, na luta pela sobrevivência desta espécie condenada. Não vê a mais verdadeira das mentiras sinceramente expressa em meus olhos?

sábado, 7 de novembro de 2009

Nostalgia?


Há tempo não tenho um blog, não compartilho meus pensamentos de maneira indireta ou escreve e público qualquer tipo de texto, ou até mesmo frase! Espero encontrar conteúdo para atualizar este com certa frequência. Espero.
Acho que vou começar com uma foto, para que todos (ou pelo menos alguém que acesse esse blog... certo, espero que alguém acesse, pelo menos um perdido desconhecido) me conheçam!


Sou a primeira sombra.